Trump diz que considera 'seriamente' tirar os EUA da Otan
Trump dá entrevista a bordo do Air Force One em 29 de março de 2025. Reuters/Elizabeth Frantz O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta qua...
Trump dá entrevista a bordo do Air Force One em 29 de março de 2025. Reuters/Elizabeth Frantz O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (1º) que está considerando "seriamente" retirar os EUA da Otan, aliança militar com os europeus. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A fala de Trump foi em entrevista ao jornal britânico "The Telegraph" e ocorre em meio a críticas que o presidente norte-americano tem feito contra aliados da Otan por, segundo ele, não ajudarem os EUA na guerra contra o Irã. O líder norte-americano também voltou a chamar a Otan de "tigre de papel". Questionado pelo jornal se reconsideraria a permanência dos EUA na aliança após o conflito, ele respondeu: “Sim, eu diria que isso está em um nível além da reconsideração (...) Eu nunca fui convencido pela Otan. Sempre soube que eram um tigre de papel, e Vladimir Putin também sabe disso, aliás”. Trump disse também à agência de notícias Reuters, horas depois, que está com repulsa da Otan e que "com certeza" está considerando deixar a aliança militar. Esta é a fala mais forte de Trump até o momento sobre a Otan, e mais um sinal de que a Casa Branca já não considera a Europa como um parceiro confiável para defesa militar. “Tigre de papel” é uma expressão usada para definir algo que parece poderoso e ameaçador, mas que, na prática, é frágil. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, defendeu novamente a aliança militar durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira. "A Otan é a aliança militar mais forte que o mundo já viu, ela nos manteve seguros durante décadas", afirmou. O governo Trump está infeliz com diversos países da Otan e outros aliados dos EUA de outras partes do mundo por se recusarem a enviar navios de guerra para reabrir o Estreito de Ormuz, importante via para o comércio mundial de petróleo e que o Irã fechou no início da guerra. No entanto, a Otan já afirmou que está formando uma coalizão de países para uma investida para reabrir o estreito. Starmer afirmou nesta quarta-feira que o Reino Unido vai liderar nesta semana uma reunião do grupo de países interessados em contribuir para reabrir o Estreito de Ormuz, mas reafirmou que a guerra do Irã "não é nossa guerra e não seremos arrastados para ela".